vacinas para suínos

Vacinas para suínos: veja quais as principais

O sucesso de uma granja depende muito dos programas de vacinas para suínos implementados pelo gestor rural. É uma ação essencial para prevenir doenças que podem reduzir o bem-estar dos animais, o que compromete a produtividade do empreendimento.

Como ocorre com qualquer outra atividade que envolve a criação de animais, os procedimentos de vacinação precisam ser feitos com muito cuidado. Erros podem ocasionar outros problemas, como desconforto nos suínos, além de abscessos e lesões musculares.

Por isso, reunimos neste artigo uma lista com as principais vacinas na suinocultura. Entenda também os cuidados que devem ser adotados no armazenamento dos imunizantes.

Qual a importância de ter um bom planejamento do estoque de vacinas?

As vacinas são produtos muito sensíveis, sendo feitas em laboratório. Elas contêm microrganismos vivos e necessitam de cuidados especiais para manter sua conservação e evitar desperdícios e acúmulo de medicamentos, que poderiam elevar os custos de produção.

O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) determina que é necessário usar equipamentos capazes de não só armazenar, mas também de conservar os produtos, normalmente em uma temperatura que varia entre 4 e 8ºC. Verifique essa temperatura duas vezes por dia.

Também é preciso ter um bom planejamento por causa da validade das vacinas. Certifique-se de deixar aquelas com vencimento próximo na parte da frente do estoque. Assim, elas serão usadas primeiro, e o risco de desperdício será menor.

Quais as principais vacinas para o cuidado de suínos?

É fundamental adotar um programa de aplicação de vacinas para suínos com o objetivo de prevenir o surgimento das principais doenças da suinocultura, conforme as instruções para patógenos específicos. Confira algumas vacinas importantes.

Parvovirose, leptospirose e erisipela

Temos aqui uma vacina polivalente — que combate múltiplas doenças em um único imunizante: parvovirose, leptospirose e erisipela.

O parvovírus suíno (PVS) é conhecido como uma das doenças infecciosas mais importantes que impactam a reprodução dos porcos. O vírus é amplamente disseminado no Brasil e exige um programa de vacinação rigoroso.

O vírus pode entrar na granja por meio de outros animais ou sêmen infectado. Daí, a transmissão se dá com o contato com secreções, fezes, fetos ou qualquer outro material infectado. A vacinação é a estratégia mais eficaz no combate à parvovirose, sendo indicada para todos os porcos e porcas reprodutores.

A leptospirose é uma doença que gera uma perda significativa em rebanhos de produção. Suínos de todo o mundo são afetados, e o Brasil está nessa lista. É facilmente disseminada pelo porco infectado, que consegue transmiti-la de 30 a 60 dias após o contágio.

Os suínos podem ser infectados com alimentos ou água contaminados com secreções de animais doentes, como urina, líquidos uterinos ou fetos abortados.

Já a erisipela é uma doença causada pela bactéria Erysipelothrix rhusiopathiae. O patógeno pode entrar no organismo do suíno tanto pela ingestão quanto pelo contato com lesões na pele. O combate à erisipela se dá com uma combinação entre vacinação e desinfecção, incluindo ações de retirada de animais infectados e vazio sanitário.

O programa de vacinação contra parvovirose, leptospirose e erisipela deve seguir as recomendações do fabricante da vacina e de um médico veterinário, para que seja possível definir um protocolo de vacinação.

Rinite atrófica

A rinite atrófica é um tipo de inflamação que acomete os tecidos nasais, que pode gerar um desvio do septo. É causada por diferentes tipos de vírus, bactérias e até substâncias adversas. Como o nome sugere, a doença causa uma deformidade no trato respiratório do porco.

A transmissão acontece através de animais portadores e até equipamentos e roupas. Dentro da granja, normalmente ocorre com o patógeno no ar em aerossol ou contato com os focinhos. A causa da inflamação também pode vir de gases tóxicos, poeira e amônia.

Circovirose

A circovirose é uma doença perigosa, pois apresenta uma taxa de mortalidade alta. É causada pelo circovírus suíno tipo 2 (PCV2). Uma das principais manifestações clínicas é a síndrome da dermatite e nefropatia suína, com lesões nos rins e na pele.

Micoplasma

A micoplasma é uma doença causada pela bactéria Mycoplasma hyopneumoniae, que provoca uma pneumonia nos porcos. É bastante contagiosa e grave. Apesar de ter baixa mortalidade, gera morbidades que podem reduzir a produtividade da granja.

As vacinas contra a micoplasma são muito efetivas no combate à doença, especialmente se aplicadas antes das cinco semanas de vida do animal.

Como a aplicação deve ser feita?

É importante que a área, os equipamentos e os frascos do produto sejam desinfectados. Isso reduz as chances de contaminação. As vacinas devem ser armazenadas em caixas de isopor com gelo ao serem levadas até os animais, a fim de não aquecerem e, assim, perderem a eficácia.

Durante a aplicação, o animal precisa estar confortável, mas imobilizado. Isso pode ser difícil, mas é importante para evitar que fique estressado. Ao mesmo tempo, vai garantir que a agulha será inserida adequadamente. Se não for possível imobilizar, use um prolongamento flexível, em que a agulha fica em uma das extremidades e a seringa na outra.

O local da aplicação também deve ser esterilizado, evitando abcessos. O ideal seria usar seringas e agulhas estéreis descartáveis. Porém, nem sempre isso é possível, devido a questões relacionadas a custo e praticidade. Quando não for possível utilizar uma agulha por animal (principalmente, reprodutores), deve-se vacinar o menor número possível de animais com a mesma agulha para evitar a contaminação da aplicação e a transferência de agentes infecciosos de um animal outro.

As vacinas para suínos são um avanço tecnológico da medicina veterinária, sendo fundamentais para o bom desempenho do setor em todo o mundo. Elas podem conter a disseminação de doenças e garantir o bem-estar dos animais e a produtividade da granja.

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