Tipos de pulverizadores

Conheça os principais tipos de pulverizadores e como escolher

O cuidado com a lavoura requer proteção contra pragas e doenças, assim como a manutenção de uma adequada fertilidade do solo. Para esse fim, existe uma grande variedade de tipos de pulverizadores.

Sua importância para uma boa produtividade no campo torna esse equipamento indispensável. Sua ausência, por outro lado, pode significar a perda total da produção.

Continue a leitura e descubra os principais tipos de pulverizadores e como escolher o mais adequado à sua propriedade.

Como funcionam os pulverizadores?

Os pulverizadores são equipamentos cuja função é transformar um insumo agrícola líquido (defensivo ou fertilizante) em gotículas pequenas. O objetivo é fazer com que essas gotículas contendo o insumo depositem-se na superfície da planta na lavoura.

Existe uma grande diversidade de equipamentos, mas, de maneira geral, o funcionamento básico é o mesmo. Assim, um pulverizador precisa, essencialmente, dos seguintes componentes:

  • tanque — para armazenamento operacional da calda que será pulverizada;
  • sistema que movimenta a calda no tanque — para impedir que a calda decante ou haja deposição de produto no fundo;
  • filtros — para impedir que sujidades provoquem entupimento do sistema;
  • bomba — para impulsionar e pressurizar a calda;
  • mangueiras — para o deslocamento da calda vinda do tanque;
  • sistema de acionamento — para iniciar ou interromper a pulverização;
  • bicos pulverizadores — para transformar a calda pressurizada em gotículas no formato desejado.

Conforme as características da cultura, assim como a especialidade e a complexidade da operação, diversos outros acessórios são inseridos para aprimoramento e adequação do sistema. Dessa forma, surgem variados tipos de pulverizadores, como se verá a seguir.

Quais são os principais tipos de pulverizadores?

O tamanho e as aplicações a que se destinam especializaram os pulverizadores. Assim, há uma diversidade, desde aqueles muito simples e pequenos até grandes máquinas que operam autopropelidas.

Pulverizador manual

Trata-se do menor pulverizador existente, operando com volumes bem reduzidos e tendo reservatórios da ordem de 0,25 até 1,0 l. São operados com uma das mãos e utilizados, principalmente, em estufas e viveiros, assim como em tratamentos localizados.

Pulverizador costal

Quando a atividade de pulverização for realizada em uma pequena área ou em uma lavoura relativamente pequena, o pulverizador poderá ser do tipo costal. O pulverizador costal é aquele que vai às costas do operador que segue caminhando por entre as linhas da lavoura.

A pressurização da calda é feita de 3 maneiras diferentes, caracterizando subtipos do pulverizador costal:

  • costal manual — o bombeamento é feito por meio de uma alavanca que aciona a bomba no reservatório;
  • costal motorizado — o bombeamento se faz por meio de bomba acionada por motor, geralmente, a diesel;
  • costal pressurizado — o reservatório com a calda é pressurizado, eliminando o bombeamento.

Pulverizador de barra

Este é um equipamento tracionado, acoplado ao trator, para pulverização de áreas maiores. Ao invés de um bico pulverizador, a calda é conduzida até uma barra transversal ao longo da qual estão instalados vários bicos que abrangem uma área de vários metros de cada vez.

O equipamento é motorizado e inclui diversos acessórios, como sistema incorporador, filtros, diferentes bicos, sistemas de agitação, entre outros. O desenvolvimento tecnológico constante vem aprimorando cada vez mais os equipamentos pulverizadores, que hoje contam com sistemas de compensação, sensores e até GPS.

Pulverizador autopropelido

O pulverizador autopropelido dispensa o trator, uma vez que o deslocamento é realizado pelo próprio equipamento que possui uma cabine para o operador. Esse tipo apresenta grande performance e agilidade, operando com velocidades maiores e rendimentos superiores.

Normalmente, pode operar com barras longas de quase 30 metros e muitos bicos pulverizando em simultâneo. Além disso, pode dispor de tanque com mais de 2 mil litros de capacidade de calda, o que aumenta sua autonomia operacional, uma vez que as paradas para abastecimento são mais espaçadas.

Atomizador

A rigor, atomizadores não são pulverizadores, mas equipamentos cuja velocidade de ar gerada durante seu funcionamento lança o produto (calda ou pó) a grandes distâncias. São empregados em áreas mais amplas e em culturas perenes, como café e laranja. Também se empregam em locais que não permitem o acesso do trator.

Os atomizadores podem ser utilizados na distribuição de ração para peixes em lagos de piscicultura (criação de peixes) e até de calcário como corretivo de solo. Na aplicação líquida (pulverização) na agricultura, foi projetado para lavouras que suportam velocidades do ar elevadas.

Como escolher o pulverizador mais adequado?

Diante de tanta variedade de tipos, como escolher o pulverizador mais adequado? Para uma resposta a essa questão, o mais indicado é avaliar as diversas variáveis envolvidas, como mostrado a seguir.

Tipo de cultura

O tipo de cultura é o primeiro aspecto a ser considerado na escolha do pulverizador. Assim, trata-se de gramíneas, como o arroz e o trigo, onde um pulverizador de barra pode ser mais adequado; ou são plantas arbóreas, como o café e a laranja, nas quais o atomizador é mais indicado. Cada cultura já limita os tipos aplicáveis ao caso.

Extensão da área cultivada

Do mesmo modo que o tipo de cultura, a extensão da área cultivada também determina a escolha. Um exemplo bem extremo para fins de entendimento somente: uma pequena área com produção de hortaliças não compensa a aquisição de um trator e de um equipamento de pulverização de maior porte.

Capacidade do tanque

A capacidade do tanque de calda é um parâmetro relevante em grandes lavouras onde a necessidade de paradas para reposição da calda reduzem a eficiência do trabalho. Desse modo, lavouras extensivas, como soja, levariam vantagem com equipamentos com tanques de maior capacidade.

Viabilidade econômica

Trata-se de uma análise da relação custo-benefício que é sempre recomendável que seja feita. Uma vez definido o tipo de pulverizador, a pesquisa deverá incidir sobre os diferentes modelos oferecidos pelos fabricantes.

Orientação e assessoria técnica

De todos os cuidados a serem observados, o mais importante é poder contar com uma assessoria técnica que ofereça a melhor orientação possível. Além disso, deve promover o contato do produtor com os melhores fornecedores, facilitando a obtenção de orçamentos, formas de negociação e outros cuidados necessários.

Como se viu, existe uma grande variedade de tipos de pulverizadores, que se multiplica com os diversos modelos dos diferentes fabricantes. Conhecer cada um é indispensável para fazer a escolha correta.

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