Podridão radicular

Veja o que causa a podridão radicular na soja

Entre as inúmeras doenças que uma lavoura de soja pode sofrer, vale destacar a podridão radicular como uma das mais importantes e que merecem atenção constante dos produtores para evitar perdas e prejuízos.

Para se ter uma ideia dos impactos causados pela doença, cultivares suscetíveis podem perder até 100% do rendimento de seus grãos e, portanto, comprometer toda a produção por completo.

Além disso, a podridão radicular está presente em praticamente todas as áreas produtoras de soja do Brasil, podendo atingir qualquer tipo de lavoura, independentemente das condições climáticas, da terra ou da região. Logo, isso acende um alerta a todos os produtores do país.

Se você quer saber melhor sobre a doença, seus principais sintomas, riscos e, claro, como evitá-la na prática, nós preparamos este material com dicas úteis sobre o assunto.

Sendo assim, vamos direto aos pontos. Boa leitura!

O que é a podridão radicular na soja?

A chamada podridão radicular na soja, também conhecida como haste por fitóftora ou podridão de raiz, é uma doença comum em lavouras de grãos e é causada pelo oomiceto Phytophthora sojae.

Em muitos lugares, os produtores e alguns especialistas costumam considerar a podridão radicular como uma doença do tipo fúngica, Porém, na prática, o patógeno desta doença não tem sua origem em um fungo verdadeiro, mas sim em um oomiceto.

Na tradução do grego, Phytophthora quer dizer “destruidor de plantas”, no qual Phyto significa “planta” e phthora quer dizer “destruidor”.

Tal oomiceto é reconhecido pelos seus enormes danos causados às lavouras de diversos grãos e plantas, tais como soja, batata e tomate, entre outros.

E o que causa a podridão radicular na soja?

São diversos os motivos e causas que podem levar ao aparecimento da doença em sua lavoura, desde a qualidade da semente até os cuidados essenciais com o solo.

Por exemplo, o tratamento adequado de sementes com fungicidas, a resistência apresentada nesses cultivares, a descompactação e a drenagem do solo e a rotação de culturas são fatores que devem ser levados em consideração para se evitar o surgimento dessa e de outras doenças na sua plantação.

Em outras palavras, é muito importante se atentar aos procedimentos adequados durante o preparo do solo, assim como à resistência genética das sementes que você utiliza, tendo em vista que há diversos cultivares disponíveis no mercado com diferentes níveis de proteção contra o patógeno.

Quais são os principais sintomas desta doença na soja?

São diversos os sintomas que podem aparecer durante o desenvolvimento da podridão radicular na soja, e muitos deles já podem ser notados na fase de pré-emergência ou, se não, durante a fase adulta da cultura.

Dessa forma, podemos considerar também que o nível de severidade fica atrelado diretamente ao nível de resistência e proteção do cultivar.

Em geral, plantas mais jovens estão mais suscetíveis ao patógeno e costumam desenvolver mais a doença em relação a plantas mais maduras.

Ainda no solo, os cultivares infectados podem dar sinais de apodrecimento e, dessa forma, a germinação pode demorar ou mesmo nem vingar.

Outro sintoma fácil de perceber é que as plantas infectadas pela podridão radicular costumam apresentar tecidos mais amarronzados ou com coloração mais escura que o normal.

Em muitos desses casos, as plântulas morrem ainda durante a fase de emergência.

Mudança na coloração

Aproveitando o gancho anterior, em relação à mudança de coloração das plantas, vale destacar algumas características mais marcantes quando se nota a infecção por podridão radicular na soja.

Por exemplo, nas plantas mais evoluídas e com um tempo de crescimento, é possível notar que as folhas e hastes ficam mais escuras, em um tom próximo do marrom. Além disso, a haste também pode apresentar sinais de apodrecimento.

Esses sinais podem avançar da base da planta até as pontas das ramificações, comprometendo-a por completo. Outros sinais referentes à coloração são:

  • leve descoloração de raízes e aspectos de encharcamento nos caules;
  • lesões de coloração marrom escura;
  • danos no hipocótilo e cotilédone;
  • redução na produtividade.

Perda de força

Outro sintoma notório da podridão radicular na soja é a perda de força e de vigor da planta. Ou seja, além dos sinais visuais como danos, apodrecimento e mudança de coloração, a doença também minimiza o desempenho do cultivar. Sementes infectadas germinam lentamente e, quase sempre, as plântulas morrem durante a emergência.

Vale destacar que a podridão da raiz em soja ataca de forma severa o sistema radicular da planta e, dessa forma, as raízes secundárias podem ser totalmente destruídas, enquanto a principal apodrece por completo.

Quando isso acontece, as folhas se apresentam amareladas, e o tecido entre as nervuras fica seco, seguindo para a murcha completa das folhas, que permanecem presas às plantas e voltadas para baixo.

Uniformidade da lavoura

Uma outra forma de notar os sintomas da podridão radicular é analisar a uniformidade da lavoura, tendo em vista que a doença influencia diretamente nesse quesito e diminui o estande de plantas no campo. Em muitos casos, inclusive, é preciso realizar processos de ressemeadura, aumentando assim os custos de produção.

Vale destacar que os sintomas da podridão radicular podem se manifestar em plantas isoladas na sua lavoura, não necessariamente se espalhando por completo. Também podem aparecer em reboleiras, em especial onde se acumula água no solo.

Em resumo, essas são as principais dicas e causas da chamada podridão radicular nas lavouras de soja e, claro, os cuidados que você deve tomar se referem aos procedimentos adequados na preparação do solo, nas tratativas e no acompanhamento da produção e na escolha correta de cultivares com resistência satisfatória contra doenças de raízes.

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